6 de março de 2017

A armadilha da conectividade

Hey pessoal, como estão? Vim compartilhar esse texto incrível do Luciano Otaciano, me fez refletir bastante espero que também gostem 💜 Está disponível no blog, link no final do post 😉


O que estamos fazendo com nós mesmos? Faço essa simples pergunta no intuito de querer entender o porquê dessa dependência exagerada que o ser humano tem ao passar tanto tempo conectado à internet. Pesquisas mostram que no Brasil há cerca de 12 milhões de desempregados, ou seja, pessoas que não têm um ofício à fazer. No entanto, o que me parece é que no país todos estão desempregados, eu disse todos. A impressão que eu tenho é que as pessoas de um modo geral não fazem nada e, quando o fazem, não deixam de usar o smartphone. Elas simplesmente não conseguem mais ficar desconectadas. São 48 horas por dia conectadas, seja nas redes sociais, o que é o mais comum, seja jogando, seja assistindo conteúdo sem importância no YouTube, seja assistindo pornografia e outras atividades que as pessoas simplesmente não conseguem deixar de estarem conectadas. O dia todo, todo sagrado dia, dia este que nos foi dado para ser aproveitado da melhor maneira possível, no entanto, não o fazemos. O maldito smartphone não sai de nossas mãos. É como se viéssemos ao mundo com esse aparelho grudado conosco, que não o largamos por nada. Podemos largar tudo, mas o smartphone não. O aparelho tornou-se mais importante do que tudo.

Pesquisas mostram que no país existem mais aparelhos de celulares do que habitantes, ou seja, para cada habitante existem aproximadamente 2 celulares. O que é isso? Sem contar que os aparelhos ultra modernos que se fabricam hoje, possuem até 4 entradas para chips. Para quê ter um aparelho de 4 chips? Esse é um mal que acomete não somente aos mais jovens, a chamada geração Y. Geração essa que nasceu na era digital e globalizada. Engana-se piamente quem acredita que os mais velhos não desfrutam dessa maravilha que é a conectividade atual. Certamente esse boom da internet no Brasil não tem mais volta. É uma pena que eu não estarei aqui nesse mundo quando se passarem mais ou menos oitenta anos. Eu queria ver e presenciar com os meus próprios olhos para onde isso irá nos levar. Dizem que a tecnologia veio para melhorar e ajudar consideravelmente nossas vidas, contudo, o que eu vejo hoje em dia são as pessoas desesperadas quando não estão conectadas. O que era para ser bom, estar a ser ruim, nos prejudicando, sem ao menos percebermos o quanto esta prática exagerada de nossa sociedade atual está a fazer conosco. Eu não estou dizendo para para as pessoas pararem de usá-la, não é isso. No entanto o ser humano tem exagerado em sua prática diária com o uso excessivo desse aparelho. Será que estamos nos transformando em androides? Esse vício é tão nocivo quanto o vício do alcoolismo, tabagismo, entorpecentes, jogos de azar, dentre tantos outros vícios que existem por aí. Vejo que esse vício é o mais maléfico de todos. E você sabe por quê? Simplesmente porque os demais sabemos de forma consciente que é prejudicial. Já no caso do uso em excesso da internet não. É claro que hoje em dia não podemos viver sem a conectividade, muitos usam a trabalho, mas a maioria não. Usam-na sem moderação. Não há necessidade alguma de vivermos somente em prol dela. É como se não existisse vida real.

A vida que nos foi dada como uma bênção do Universo. A mesma vida está sendo roubada lentamente, ela está sendo sugada pela falsa impressão de bem estar que nós temos, erroneamente de estar conectado o tempo todo. Há tantas coisas a se fazer além de se conectar a toda hora. Essa prática é tão medíocre, é muito pouco diante da enormidade de opções que todo ser humano tem, independentemente de classe social, religião e tudo o mais. Da elite ao de mais baixa renda. Existem outras formas de entretenimento sadio que pode nos dar prazer em fazê-lo. E, não somente ficarmos 48 horas conectados na maldita internet. Afinal, estamos nos tornando escravos dela, ou já somos de fato escravo da mesma? E ainda achamos pouco. Queremos mais, muito mais. Vejo essa prática como um grande absurdo e falta de amor próprio. Ah! Esqueci, amor. O sentimento ainda existe, pensei que havia morrido. Há tempos não o vejo! O amor anda em falta nos dias de hoje, é raridade. Fala-se muito sobre o assunto, contudo pratica-se pouco, o que praticamos em excesso é ficarmos conectados; é manhã, dia, noite e madrugada. Vamos abrir nossos olhos enquanto ainda temos tempo. Tempo este que não durará para sempre. E quando o nosso tempo finalmente terminar não poderemos voltar atrás e vivê-lo de forma proveitosa. Então só nos restará o arrependimento de não termos vivido de forma plena com o Universo. Afinal o Universo nos pertence, assim como nós pertencemos a ele. Então vamos fazer nossa parte antes que seja tarde demais.


- Luciano Otaciano

Visitem o blog >> Marcas Literárias   

6 comentários:

  1. Eu já tinha visto e lido esse texto no blog Marcas literárias que você deixou o link, mas ele é tão bom que é impossível não ler de novo. Todas as pessoas deveriam lê-lo!
    Magia é Sonhar

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  2. Olá, Mel.
    Eu adorei o texto. Infelizmente é a realidade. Eu tenho celular faz dois anos só, não queria ficar nessa dependência. Mas depois que comprei não consigo mais largar. Se a internet cai a gente fica sem saber o que fazer da vida como se o celular fosse nosso coração.

    Prefácio

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  3. Concordo com tudo. Realmente, a situação está trágica e nossa vida está baseada em aparelhos eletrônicos...

    Um beijo.
    www.annecollise.com

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    Respostas
    1. Uhum, não sei onde vamos chegar deste jeito.
      Beijos Flor.

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